sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Encantamento

Oração a Rainha das Fadas






Ave, Rainha das Fadas!
Tu que colocas mais frescor nas manhãs, sedução nas tardes, mistérios nas noites e doçura nas madrugadas, derrama um pouco de tudo isso sobre mim para que eu possa encantar, seduzir, alegrar, apaixonar, ser e fazer feliz.
Ó, Fada Rainha! Ouve a prece minha.
Rainha da Alvorada, Musa dos Namorados, dos Poetas, dos Magos, dos Cantores, dos Escritores, enche minha alma de sonhos, de música, de poesia e cobre meu corpo de encantos, de carícias e de flores,
porque assim poderei dar todas as delícias e receber todos os amores!

Senhora de todas as Primaveras, das mais lindas quimeras, de todas as Eras!
 
Dá-me todos os alimentos e todos os encantamentos de Afrodite, seus licores, seus perfumes, seus sabores, para que eu seja cada vez mais suave, mais ardente, mágica, atraente... 

uma Lua Ensolarada, Enluarada, uma Deusa Concreta, Completa!

Para que eu seja uma... uma... uma Perfeita Fada e ame sempre e sempre seja amada.

Ave! Ave! Ave Rainha das Flores, dos Amores, das Alvoradas...
ave, Rainha das Fadas! "Todos os sons, todas as luzes, todos os Dons para mim".


Obrigada. Ave, Rainha das Fadas!


By Bárbara Lúcia

A Fada - Carolina Munhóz

A Fada
 Carolina Munhóz


Bem vindo a Fairyland!


Mesmo que imaginasse, seria difícil alguém desvendar o seu futuro e saber o que aconteceria em seu destino.
Muito menos para uma garota comum, com pais comuns e uma vida comum, mas que se considerava estranha.
Melanie Aine vivia na mística cidade de Londres, não muito próximo ao centro, em uma casa de estilo castelo medieval. Não tinha muitos amigos e uma vida considerada por ela pacata.

Em um pleno aniversário de 18 anos, surpreendeu-se ao chegar em casa e encontrar uma festa surpresa, não poderia ser a das melhores, mas era uma festa, a Primeira Festa de aniversário.
Até presentes recebeu, um livro velho do seu querido pai. Ficou animada, Melanie estava empolgada.
Tudo parecia normal, mais um dia comum. Soavam quase meia noite, quando saiu da sala, um pouco sonolenta em busca da cama. Quando de repente... algo estranho ocorreu. Uma dor insuportável, permanecia em incomodar. Algo inexplicável; como aquilo poderia ocorrer?!
Não passava, cada vez mais piorava. Deixando-a trêmula, sem conseguir pedir ajuda, uma dor que controlava seu corpo, não conseguia gritar. Um barulho! Um baralho?! Este passaria a dor que Melanie, estava sentindo?! Por incrível que pareça, sim! Algo estranho tinha acontecido, Mel, foi em busca de onde tinha ocorrido aquele som. Não podia ser, tudo menos isto. Mel não acreditava, agora não se importava com a dor que tinha sentindo a que iniciava naquele instante, era a pior dor que sentiria na vida... A perca.

Uma bela tarde de Outono, Na Trafalgar Square, águas trêmulas, misturadas com a movimentação de estrangeiros. Além da intacta e robusta estátua de Horatio Nelson. No outro lado se encontrava a famosa National Galery e próximo ali, o Pub La Itália, regido por Olinda e Vincento Mancini. Oh, como Mel adorava aquele lugar, era o único em quê ela sorria e desabafa. Um casal de Italianos, carinhosos, pessoas que dava importância na vida de Mel, aquela vida Pacata...

Os Italianos eram os pouquíssimos amigos de Melanie; a vida estranha e uma distração ao lado do casal.

Mas quando voltava aquela floresta, A Epping Forest. Sabia que algo importante aconteceria, nada como a Morte de seu Pai, aquele terrível barulho; o desprezo da sua mãe e sem contar que não era o que achava, ou melhor não era um ser humano. Demonstrado naquela dor, uma tatuagem repentina.

Melanie teria que descobrir a sua missão. Pena que seria sozinha, sentia a falta da mãe.  Ciale, A rainha Ciale, abandonara a filha para governar as terras de Fairyland, um lindo reino onde imperava no Castelo de Fairyand. O que deixava Mel intrigada, esta sua razão de deixá-la.


Como todo casal apaixonado, Mas não um casal comum, um feiticeiro apaixonado por uma mortal. Mas não um bruxo normal, o Príncipe das Fadas. Derrick, um belo rapaz o futuro rei de Fairyland, o reino das fadas. Filho de Parikhan das Fadas. Sem poder contestar a vontade do filho e sabendo que a sua futura mulher era estéreo, além do filho ter uma doença grave. Era necessário um futuro herdeiro da realeza. Assim Parikhan, juntou todas as suas forças com a ajuda das forças do bem e de uma feiticeira Diana Wales, uma das chefias da fundação W.I.C.C.A, mãe de Verônica Wales, apaixonada  por Derrick, e que sofria com o seu envolvimento  por esta mortal, o que a abalara muito, mas contudo amava-o perdidamente.

Parikhan, mãe de Derrick e Diana, mãe de Verônica. Juntaram os seus poderes para iniciar o encantamento de fertilidade à mortal, Ciale. Nada poderia dar errado, pois qualquer descuido, tanto poderia fazer o bem quanto mal, pois vidas e destinos estavam em jogo, ou melhor em magia. Como o normal, feitiços realizados necessitam de certo pagamento. Assim, Parikhan, prometa a sua vida e do seu filho, quando a criança que nascesse (objetivo do feitiço), completasse dezoito anos. Nada que não tivesse se realizado, O pai e avó de Melanie, tinham morrido naquele bendito dia, e nem mesmo a oportunidade de conhecê-la Mel teve. Além do mais, sua mãe vivia no Reino precisava coordenar Fairyland, por ser a “única” da realeza e Mel, estava “presa” ao mundo dos mortais, ao menos que descobrisse a sua monótona Missão.

Mas nada como um dia normal e enfadonho, que poderia realizar milagres. Mel seguiu para A Epping Forest, tinha algo que a cativava naquela Floresta pediu ajuda aos espíritos de Luz, que mostrasse alguém que colaborasse para a realização da incumbência.

Só que algo diferente acontecia naquele dia nada como, o encontro com um garoto de apenas 12 anos, que desenhava enternecedoramente. Um início de uma amizade que talvez durasse.
E um “encontro” com um rapaz encantador, não sabia Mel, que aquele belo homem era filho de Verônica, a filha de Diana, a colaborada no feitiço ao seu nascimento. E muito menos a magia que existia entre eles.

É por meio de diversas aventuras e realizações que Mel, Melanie Aine das Fadas. Vai cumprindo suas obrigações em busca de respostas aos acontecimentos.
Vivendo momentos inesquecíveis e sentimentais em lugares extraordinários e inacreditáveis. Como a comemoração de Samhain, o famoso dia Das Bruxas ou dia das Almas, mas não um dia das Bruxas comum, era o seu encontro com um “conto de Fadas” verdadeiro. Era a comemoração de ano novo das criaturas mágicas, o momento de realização de cada uma delas. Do recebimento da luz branca. Elfos, Gnomos, Bruxos, Trasgos, Vampiros, duendes, muitos outros seres e Fadas. No palácio Buckingham,o mistério seria solucionado. Em cada proeza que enfrentava era um sinal encontrado. A sua roupa para o Baile do dia das Bruxas feita por uma das maiores costureiras feiticeiras, em Condem Town, pela Madame Vlaskavovish; Havia algo importante naquele vestido, pelo menos o colar dele tinha. Nele um desenho de uma fada foi cravada, perfeito para Melanie. Como se “A fada achara o seu Amor na magia”. Um passeio anterior ao baile também demonstrava pistas, Stonehenge, monumento pré-histórico, próximo à planície de Salisbury. Em que encontria uma mensagem em Pedra ”Destino... Fairyland”.

Uma estória de ficção comovente e envolvente. Que desperta  algo inexplicável ao leitor. Um livro de Magia e místicidade.

Um encantador espiritual mágico!







I do believe in Faries!



By Bárbara Lúcia

Onde nasce o amanhecer - Vanda Phaelante


Com um gênero literário narrativo de estilo “novela”,
“ De onde nasce o Amanhecer”, é uma história empolgante, que envolve amor, suspense e como há em sua capa: “uma grande dose de ternura”.
Um livro perfeito para ser demonstrado nas telinhas como novela. Com a intermediação do romance e os acontecimentos de fatos ao decorrer de toda a história. Com diversos personagens que até nos fazem confundi-los ao serem relatados. E que em certos instantes captamos mensagens, que nos fazem misturar quais seriam os personagens principais e secundários. E que por fim, isto não fica bem claro. Ao ter participações de indivíduos extremamente essenciais para a formação de toda a ficção.

Trecho de sua Sinopse:
“Quando ao abrir os olhos assustados, a menina fitou o desconhecido a sua frente, que significava tudo abaixo do céu sem nuvens, pensou Estar vivendo um pesadelo do qual não pudesse se libertar.
Nem mesmo tentava temerosa do que iria acontecer depois disso. Sabia, apenas, que o sol em declínio, qual bola de fogo. Lembrava-lhe algo. O sol... A vermelhidão... Sangue!
Explodiu em sua mente como algo para esquecer... “
A garota é o ápice de todos os fatos. Que se origina de uma bela “história de amor”, interrompida pelo preconceito e traição, o casal Teddy e Violeta viviam apaixonados esperavam o dia de viverem juntos para sempre. Quando a moça descobre estar grávida, o pai de Teddy nunca admitiria aquele namoro e por isso o casal namora as escondidas. Mas um dia ele acaba descobrindo e o pior, Teddy não sabia da gravidez de sua amada, mas o seu pai descobriu... Violeta é obrigada a fugir com seus pais, temendo que o seu sogro faça-lhes algum mal. Com a morte dos pais, enfrenta muito sofrimento e muitos problemas ao cuidar de uma criança sozinha, sem rumo. Até que encontra um grupo de sem-terras que sofre com a maldade daquele coronel, o homem que Violeta tanto odiava; o pai daquele que ela amava incondicionalmente.
Então como seria?! Ela estaria correndo perigo com a criança, pois a qualquer momento eles poderiam ser atacados... E é no meio de toda esta narrativa, que acontece tudo por meio de uma criança perdida, que se tem conhecimento de novas histórias de vida, de problemas familiares, o preconceito tanto ao idoso, como a classe financeira e aos pobres. Que apenas ao aparecimento de pessoas em nossa vida, podem mudar as nossas atitudes e o nosso jeito de ser. Que talvez a ideologia seguida por cada um, não tenha um sentido, que vise o melhor para todos e sim individualmente; o que importaria você ser feliz, mas as pessoas que vivem com você, que te amam, e que, além disso, você não soubesse que as amava; não vivem felizes. Ao longo da narrativa, os personagens têm a escolha de poderem mudar, mas a questão é... Se eles quiserem mudar. E é por meio de opções e escolhas que vão acontecendo os fatos. E então descobriríamos que a cada intervalo temos diversas alternativas só nos resta sabermos escolhas as corretas.

É ao longo de todo este trecho relatado que vai construindo se a estória, vidas e pessoas diferentes, que vão se cruzando ao longo da narrativa. Com instantes marcantes e excitantes, há momentos que para o leitor é um pouco entediante ao ver aquela intermediação de fatos e vidas distintas, mas que são necessárias para a compreensão geral.
Mostra pontos marcantes que constituem a sua moral.

By Bárbara Lúcia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nem tudo está perdido - Elisa Masseli

Acontecimentos que marcam... vidas que se vão, pessoas que nos decepcionam, além de uma boa perspectiva para o futuro.

Não é o estilo literário do livro Nem tudo está perdido. Mas foi o que mais distinguiu.
Com apenas 13 anos, Telma, uma bela garota, inicia no mundo do mercado de trabalho. Seu pai marceneiro e a mãe dona de casa; Vive momentos de tensão e infelicidade ao visualizar violência doméstica, ao chegar do trabalho encontrava seu pai embriagado batendo em sua mãe, seus irmãos Sueli de sete anos e o menor, Marquinhos, chorando desesperados ao presenciarem tamanha covardia.
Mas Telma não se intimidava, apesar dos conflitos familiares, sonhava com uma vida digna, sem pobreza, um marido rico e carinhoso, tinha expectativa de um futuro promissor! Trabalhava em um escritório em quê sonhava ter um daqueles quando crescesse.
Vivia e planejava uma vida melhor.
Mas tinha apenas um empecilho, Telma não acreditava em Deus... Para ela, como é que um ser tão poderoso e que todos dizem que é o nosso pai e que nos ama, deixa que nós soframos tanto aqui na terra e que “nada” faz para amenizar nossa dor?! Ao longo do tempo cada vez mais se pergunta e crê que tudo que pensava era real, depois de acontecimentos em sua vida que a abalaram. Primeiro um desonesto que a engana e a despreza, só querendo tomar proveitos; e depois o falecimento de sua mãe, sua fiel, melhor e única amiga. Telma vai encontrando algumas respostas por meio do seu dia-a-dia. E que as coisas não devem acontecer da maneira como queremos. Pois nem o próprio filho de Deus, “teve esta escolha”. O importante de nossas vidas é fazermos sempre o que é certo e o que é bom. Pois tudo que damos, recebemos da mesma forma. As nossas ações são o espelho de nossa vida e que para termos boas ofertas, devemos sempre questionar nossos atos, pois sempre vêem uma consequência a partir dele. E sempre ficarmos apreensivos com nossas escolhas, pois elas “decidem” a nossa vida e também daqueles que amamos, a partir delas podemos interferi na vida dos outros da mesma forma que a escolha das pessoas pode interferir na nossa. Como por exemplo, as nossas atitudes podem intervir até no nascimento de pessoas inocentes que nunca desejaram nosso mal, e que por meio do ódio, maldade, vingança escolhemos a alternativa errada. Temos que dar sempre preferência a aquilo que estamos sendo e aos que amamos, pois  “.. a vida pode acabar em um segundo. Que o tempo passa muito depressa e que nada do que construímos terá valor  senão tivermos ao nosso lado aqueles que amamos.” Nunca nos esquecermos que DEUS é o nosso pai e devemos sempre está em comunhão com ele. Tudo na vida é fruto de nossa construção e o que temos aqui não será levado, depois de nossa ida. É importante nos preocupar com este mundo e com nossa vida, mas sabermos que é apenas uma passagem a nossa eternidade é do lado da Santíssima Trindade, pois Deus nunca abandona os seus filhos está sempre do nosso lado, ele nunca abandona os filhos, mesmo que os mesmos queiram. Apenas pode ficar um pouco afastado, porque é as nossas escolhas, o livre-arbítrio, a liberdade é nossa, temos direito de opção. Por isso para evitarmos, é estar sempre em comunhão com Deus, e nunca deixá-lo para segundo plano, falo isto, não sei se cumpro. É difícil, mas não custa persistir. A perseverança é um de nossos dons. Uma vida corrida, sem tempo. É em resumo uma vida sem Deus, cada vez que nos sentimos ocupados e cheio de preocupações nos esquecemos dele. Amar a Deus sempre antes de tudo. O caminho de Deus é árduo, custa muito. E nestes momentos que devemos buscá-lo cada vez mais, pois podemos ter tudo agora e nada a um segundo, a morte não é a separação de tudo da terra. É o renascimento para a vida eterna. Medindo com cuidado nossas atitudes viveremos melhores, além de evitarmos julgar as pessoas, devemos aconselhá-las e não criticá-las. Pois é isto que Deus nos diz em seu primeiro mandamento Amar ao próximo como a ti mesmo. E qualquer gesto de reconhecimento e amizade são gestos de Amor. E sempre acreditarmos, ‘Nem tudo está perdido’, há qualquer momento é hora de nos arrepender, não voltar atrás Mas que aquilo que fizemos pode ser reparado, os erros podem ser consertados, só depende das nossas escolhas.

Por um lado de ensinamento, religioso ”Espiritismo”, crítico e cotidiano, “Nem tudo está perdido” declara as opções que temos, a vida que  queremos ter a partir da experiências que vivenciamos.

By Bárbara Lúcia

Caso do Vestido - Carlos Drummond de Andrade

Caso do Vestido

Carlos Drummond de Andrade




Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio.  Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


By Bárbara Lúcia

O vestido - Carlos Herculano Lopes

Alguns dias antes do Réveillon, na cidade de Serra dourada em Minas Gerais. Uma nova residente, proveniente de Belo Horizonte. Cabelos curtos, corpo invejoso, roupas escandalosas...  Era como se apresentava Bárbara uma bela mulher, que despertava o coração de qualquer homem naquela cidade.

O vestido é um livro empolgante baseado no Poema “Caso do vestido” com 150 versos apenas, de Carlos Drummond de Andrade. Com base no poema, Carlos Herculano Lopes compôs uma história cativante, em que até onde o amor pode nos levar. É um relato de um acontecido, em que o eu - lírico narra toda uma história, enfatizando seus argumentos. Ao leitor temos aquela impressão, de que somos aquele que o eu - lírico se dirige. Tornando todo o roteiro interessante.

Ângela também se espantou com aquela mulher, ousada a vestir calças nos anos 50. Tinha duas filhas e vivia com o seu marido, em uma fazenda ainda com dívidas  de Fausto, um amigo de seu marido que morava na localidade, o mesmo que trouxe aquela “Dona de longe”. Com sua presença até que a cidade estava mais empolgante, cantava em cabarés e tinha uma lábia de persuasão. Encantava a todos que conhecia, sempre com batons vermelhos em sua boca.
Com o tempo passou a ser amiga de Ângela ia a sua casa. Até lhe deu um vestido de presente achando que aquele que seu marido lhe dera era muito decotado para uma mulher de família, um vestido rendado “de colo mui devassado”, Bárbara agradeceu-a, dizendo que ela era uma grande amiga, e a tê-la dado um presente que seu marido a deu, era uma honra recebê-lo. Viviam juntas, passeavam. Tia Zilá, parente de Ângela não gostava do que via e alertava a mesma, que estava sendo uma boba. Se não tivesse cuidado aquela mulher, tomaria conta de seu marido em baixo do seu nariz e ela nem daria conta disso. Ângela não acreditava, achava que era cisma da tia. Até no Réveillon, tudo estava prestes a desabar em uma comemoração de Fim de ano, em pleno ano novo de 1950. Ângela não acreditava no que via na bela comemoração em referta frente de todos; aquela “dona de longe”, dançava com seu marido, com o vestido “de colo mui devassado”, audaciava beijá-lo. Ali, no baile em que todos olhavam, ela não aguentou suplicava se retirar para fora do recinto, ele Ulisses, seu marido, tentava acalmá-la, mas ela conseguiu sair de suas garras. Ficou muito doente depois daquilo, passou mal teve febre e outras enfermidades, depois de um bom tempo soube a notícia bombástica, seu marido tinha ido foi se embora a deixando sozinha com as suas duas filhas pequenas, com Bárbara. Neste período de desilusão e tristeza, Ângela arrumava uma desculpa para suas filhas que seu ai estava em uma longa viagem e não sabia quando retornaria. Indefesa, ao receber aqueles “elogios” de Fausto, o amigo do seu pai que foi embora ainda lhe devendo. Era assediava Fausto sempre demonstrou loucamente o amor que sentia por Ângela mas nunca conseguiu e nem conseguira nada com ela. Apesar de tudo ela acreditava que deveria ser fiel ao marido, costumes da época. Viajou foi para casa de parentes e assim se passava quatro anos. Bárbara e Ulisses nesta época o amor não tinha florido, ela engordou e no iniciou ficou grávida, mas perdeu a criança. Até que um dia o seu marido saiu em busca de novos ares, e no meio de uma conversa em Belo Horizonte em busca de autorização para exploração de um mineiro, em que o mesmo explorava neste período que estava com Bárbara e que fora pedir ao mesmo a um amigo de outrora  nos tempos de criança. Encontrou muitos outros; um deles conversando veio a história que conhecia Fausto e que lembrava que armara para Ulisses, Ulisses indignado na compreendeu o que escutava, o amigo acrescentou que Fausto tinha contratado uma mulher, tal de Bárbara que não fazia nenhuma fama ali em BH, era ignorada por todos. Mas que fora levada por Fausto para enganá-lo e roubar-lhe de sua mulher, tendo espaço livre para conquistar Ângela. Fausto desnorteado com a declaração não acreditava no que ouvia, indignado expulsou Bárbara da casa onde moravam, ela o suplicou, mas não conseguiu nada, mendigava pelas ruas. Ulisses ficou rico com tudo o que tinha conseguido no minério. Arrependido voltou para Serra dourada com poucas esperanças temendo o usurpador do Fausto, que poderia ter levado “sua mulher”. Naquele tempo do mesmo modo Bárbara se lembrava da criança que poderia ter tido e de uma vidente que tinha lhe dito essa historia do seu filho. Procurou-a novamente, esta lhe disse que deveria procurar a dona daquele vestido, que roubou o marido. Bárbara ficou preocupada temendo a reação de Ângela, mas mesmo assim concordou e foi a sua procura. Quando Ângela a viu não acreditou, o que aquela mulher poderia está fazendo ali... Bárbara pediu lhe desculpas, pedia, suplicava, que a perdoasse. Contou-lhe tudo que aconteceu. Que para lava-lhe o coração dos seus pecados era o perdão de Ângela, esta pasma não sabia se aquilo realmente acontecia. Por fim recebeu o vestido, o sinal de todo o acontecido. Partindo. Para sua surpresa depois daquela presença inusitada de Bárbara a campainha novamente tocava,  era Ulisses, bem vestido e formoso, com muito dinheiro que tinha ganhado com o garimpo, entrou naca como de costume não falou nada sobre a “Dona de longe”. Indiferente da época é óbvio que Ângela aceitou          aquilo tudo, apenas sentou-se nem percebeu o vestido que ela carregava. Abraçou as crianças e puxou Ângela também para junto e ali permaneceu...

E é assim que termina está surpreendente história, contada de Ângela para suas duas filhas, que deu origem também ao filme de Paulo Thiago, tenho muita curiosidade de assistir quando tiver oportunidade... E foi no dia 15, terça-feira, dia da proclamação da república (feriado: D) que iniciei e terminei de digitalizar o livro que já tinha lido há uma semana e um dia; ETEPAM não deixa... kkk.                

A cabana -Willian P. Young


Março, com tempestades e neve... Mack seguiu mesmo assim em busca da caixa de correios, nenhuma carta... Apenas um pequeno envelope, dizendo:
Mackenzie

Já faz um tempo. Senti a sua falta.
Estarei na Cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

Papai












Ao planejar um belo final de semana com seus filhos, em um acampamento... Uma ótima idéia!

Seus filhos, Josh, Kate e Missy; Precisavam de um final de semana com o seu pai; Um acampamento seria perfeito! Em um parque estadual no Oregon – EUA, as crianças queriam se divertir, então Mack acabou autorizando que Josh e Kate passeassem de canoa. As crianças inocentes acabaram caindo, Mack pulou diretamente no lago salvando primeiro a Josh que estava preso na canoa e depois à Kate. Saindo do lago todos estavam preocupados, Mack nem percebeu que sua pequena Missy, a caçula não estava ali. Depois do “colapso de memória” ele voltou em si, começando a chamá-la. Procuraram por toda a localidade, mas nenhuma pista de Missy. Procuraram-na por várias horas, mas tinha-se, UMA PISTA. Nos materiais onde missy brincava, ou melhor, desenhava antes de está desaparecida foi encontrado um pequeno broche de Joaninha. Mas o que poderia ter sido aquilo... Um broche?! O que representaria...
A cabana, é uma história muito surpreendente, nos leva a pensar sobre nossos atos, nossas ações. Como se cada ato fosse uma evolução de nossa vida e que somos movidos a viver em espírito, que nosso espírito está conectado com Deus a partir destes atos. Bom, no percorrer da leitura temos diversas revelações no ser que compreende DEUS, o que representaria a igreja e a santíssima trindade, de um modo mais amplo, sem regras e hierarquia. Deus “vê” tudo isso como algo desprezível, para ele a relação homem-Deus, é o que importa. Ele nos deu o livre arbítrio, somos livres para escolher o que quisermos e como fizermos. Deus não pode interferir nas escolhas dos homens, pois ele deu A LIBERDADE a todos. A imagem de Deus que é passada em a cabana, é um ser humilde sem divisões de classes, não existe a superioridade entre nós e sim a relação, o relacionamento é essencial. É o que compreende o amor. Amar não é seguir ordens, nem leis; a preeminência que a igreja e religiões nos passam de Deus, é sem fundamento. Ele se apresenta como nós, equivalente a nossas limitações e que a fé, é acreditar no amor e seguir verdadeiramente esta relação afetuosa com Deus. Sem supremacia, apenas um puro relacionamento. A principal questão abordada é um pouco intrigante: “Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?” os resultados ao que se conclui, é estupendo e muito óbvio. A leitura de A cabana é portentosa.

Os pensamentos de William P. Young são muito complexos, e creio que diferente da maioria das pessoas. Muitas se encontram espantadas e relatam sobre a magnificência do livro, outras uma tremenda ilusão, sem nexo, isto não existe! E há aquelas no meio termo como eu; Não me surpreendi nem positivamente e nem negativamente, com o livro. Não considero como muitas o melhor livro que já li, nem o pior. A cabana é um livro de reflexões e percepções. Leva-nos a compreender a maneira como relata os fatos de maneira mais breve. Apesar de que acredito que não consegui suprir toda a mensagem do livro. Mas mesmo assim, creio que o que ele afirma sobre as atitudes de Deus sejam reais, a momentos que acho que ocorrem uns exageros. Mas o modo como relata é muito emocionante e nos faz refletir. Contradito na questão das formas de Deus, acho que ninguém tem este poder, até na questão de compreender a Deus que concordo, seria incorreto. Mas de vez em quando isso é bom para a nossa consciência há momentos que estamos muito próximos e de repente nos afastamos bruscamente de Deus. Acho que recomendaria A cabana, um livro para excogitar o pensamento, acalmar a alma.


By: Bárbara Lúcia

domingo, 9 de outubro de 2011

A hospedeira - Stephenie Meyer

A hospedeira – Stephenie Meyer

O planeta terra foi invadido...  Um inimigo desconhecido parte a dominação humana, o único meio da sobrevivência de sua raça; Assim os humanos estão sendo reprimidos por estes seres, que são inseridos no nosso corpo, dominando a alma original e passando a prosseguir a vida das almas que pertenciam a estes corpos – Hospedeiros.
Mas parece que a obstinação humana é preponderante, muitas espíritos não aceitam serem substituídos por singelas almas prateadas invasoras; Como a Alma de Melanie Stryder, que persistente em continuar em seu corpo, vivendo as fortes emoções de sua mente; A alma invasora – Peregrina - luta pela sua supremacia, mas Melanie não está afim nenhum pouco de ceder isto a ela.
Assim Peregrina passa a viver as emoções e sentimentos de Melanie, passando a amar do mesmo modo aqueles que Stryder já amara. Passando por intensas aventuras as duas - ou melhor, as duas almas e um corpo – partem em busca do seu verdadeiro amor. Tentando ser aceita por todos, Peregrina, luta pela aceitação dos humanos que amavam Melanie. É uma história de abdução alienígena, em que os parasitas são almas que viveram em vários mundos extraterrestres, a Peregrina já viveu em 8 mundos e 8 hospedeiros, enfrentado o seu 9º mundo e 9ª hospedeira. Ambas aprendem uma com a outra, tanto a vida humana quanto a vida hospedeira aprendendo os limites e possibilidades de cada uma.

Stephe, faz uma analogia ao amor e a humanidade, até que pontos o amor transforma a vida das pessoas é uma ficção científica, envolvendo o romance e meio que "suspense"; Em que na própria capa do livro Meyer diz: "...Um triângulo amoroso com apenas dois corpos.[...] - O amor romântico e o amor Platônico."


By: Bárbara Lúcia

ISA*



Ao chegar, hesitei...
Ao saber a triste notícia... Tive a esperança que te curarias, mas ao invés disto tu fostes; Agradeço por que me fizeste feliz, nos momentos que mais precisei, você estava ali. Me acariciando, pedindo carinho, abanando o rabinho quando te colocavas em meu colo... Estes momentos serão marcados. Eternamente! Lembrarei sempre de ti, das tuas travessuras, dos instantes em que sentia alegria, medo e dor. Quando estavas sofrendo e não percebi, fui tratar de ti, mas talvez era tarde... estavas muita fraca e não podias me avisar... Sinto muitas saudades. O que agora só posso fazer, é lembrar e lembrar... Também imaginar aonde tu possas estar, pois acredito que estás com aqueles que também se foram. Sois uma criaturinha de teu criador, como qualquer outra, mereces o céu e mais além. Desejo que estejas no Edém que todos sonhamos um dia, esperando um dia por mim e matarmos a saudade... Só digo adeus; Um adeus atrasado, mas sei que um dia te reencontrarei...


 
 

Isa e sua mãe Pretinha

Isa e seu pai Natal

Isa e sua irmãzinha Hermione








Isa, estarás sempre em meu coração!

"Se pela força da distância, você se ausenta. Pela força que há na saudade,você voltará."

Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Soneto - O amanhã




 O amanhã




Depende de nós se tudo continuar em pé
 Se em cada manhã o sol vier a raiar,
E que no amanhecer de um homem a alegria possa estar,
E que esses males não voltem com a força de uma maré.

Do tempo que nos foi dado
Estou cansado de alertar,
Pois de tanta ambição ai de um dia,  a tristeza virá,
Neste todo prazer nada foi recompensado.

D’alma já não resta mais a fé.
Não nascerá em cada semente o fruto,
Não haverá espigas e plantações de café.

Depende de nós se o recomeço de tudo
Seja homem ou mulher,
Que pudesse refazer este mundo.

Autores: Bárbara Lúcia e Thalles Enrick

domingo, 11 de setembro de 2011

11/09/01

Eu só tinha cinco anos, não lembro, Graças a Deus, deste momento triste e marcante.
Lembro-me das reportagens posteriores, das famílias que perderam os parentes, das pessoas que sobreviveram, dos destroços...
Fico imaginando, depois de uma década, de como as pessoas se encontrariam atualmente, como seria se nada disso tivesse ocorrido.
Bom, acho que como eu nenhum de nós somos dignos para imaginar isto, não podemos nos incumbir aos segredos de Deus. Ele nos deu o que nos torna mais dignos do que somos: A liberdade, a questão é se cada um de nós souber usá-la com sabedoria. Peço ao meu querido Jesus que tenha compaixão e dê conforto as pessoas que sofrem pelos que já se foram e que guarde as mesmas em um lugar merecedor pelo que sofreram.
Infelizmente não podemos nos esquecer deste 11 de setembro e até seria indigno se fizéssemos isto, pois estas pessoas não morreram em vão. Mesmo não as conhecendo sei, que cada uma teve o seu momento exato e sua missão aqui na terra, como cada um de nós temos. Que Deus tenha misericórdia de todos, não dos que procuram a paz, o amor e nem o nosso Deus, mas para aqueles que ainda não acordaram, que continuam no sono profundo, que não tem amor no coração e que acham que estes gestos maldosos, os levarão a Glória, ironicamente muitos pensam assim.
Mas tenho certeza que pagarão pelo que fizeram, só não cabe a nós fazê-los pagar.

Rezo neste momento uma Ave-maria por todas as Almas, pois dez anos que se passaram creio que foram 10 dias a todos que sofreram com os atentos de 11 de setembro de 2001. Não deixo este caso como particular, pois existem casos horríveis de chacina, mas este dia já esta marcado, pelas quase 3.000 mortes. Que nunca serão esquecidas!


By: Bárbara Lúcia